O Secovi-SP promoveu, em 15 de outubro de 2026, o evento “O Varejo e o Mercado Imobiliário na Nova Economia”, no Centro de Convenções Milenium, em São Paulo. A iniciativa marcou a realização do primeiro encontro da entidade dedicado especificamente ao varejo sob a perspectiva dos ocupantes de imóveis comerciais.
O debate aproximou dois segmentos diretamente relacionados na dinâmica econômica da capital paulista: o comércio, que depende de espaços adequados para atender consumidores, e o mercado imobiliário, responsável pela oferta, administração e negociação de pontos destinados a atividades comerciais. A proposta também considerou as mudanças no comportamento de compra e nas estratégias adotadas pelos negócios.
Segundo o Secovi-SP, o encontro foi estruturado para tratar o varejo a partir das necessidades de quem ocupa lojas e outros imóveis comerciais. Essa abordagem desloca parte da atenção tradicionalmente concentrada na propriedade para a experiência dos lojistas, seus desafios operacionais e as condições necessárias para manter uma atividade comercial.
Relação entre varejistas e imóveis comerciais
A escolha do tema acompanha uma transformação importante na forma como o varejo utiliza os espaços físicos. Os estabelecimentos deixaram de ser vistos apenas como locais de venda e passaram a integrar estratégias mais amplas de relacionamento com o consumidor. Nesse cenário, características do imóvel, localização, circulação de pessoas e possibilidade de adaptação ganham peso nas decisões dos empreendedores.
O avanço dos canais digitais também alterou a relação entre lojas físicas e consumidores. Mesmo quando parte da jornada de compra ocorre pela internet, o ponto comercial pode continuar desempenhando funções como atendimento, demonstração de produtos, retirada de pedidos e construção de vínculo com a marca. Para o mercado imobiliário, essa mudança amplia a necessidade de compreender os diferentes usos que os varejistas fazem dos espaços.
O evento do Secovi-SP tratou essa aproximação como uma agenda de diálogo entre lojistas, proprietários, incorporadoras, administradoras e investidores. A conexão entre esses grupos pode contribuir para que as decisões sobre imóveis comerciais considerem, além da disponibilidade de áreas, as exigências práticas dos negócios que irão ocupá-las.
Novas demandas para os negócios em São Paulo
Para os varejistas, a escolha de um imóvel envolve mais do que encontrar uma área disponível. O espaço precisa estar relacionado ao perfil do público, ao funcionamento da operação e às estratégias de venda. Também é necessário avaliar como o estabelecimento se integra ao entorno e de que maneira pode acompanhar mudanças no consumo ao longo do tempo.
Na outra ponta, proprietários e empresas do setor imobiliário precisam lidar com um ambiente em que os ocupantes buscam maior flexibilidade e soluções compatíveis com modelos de negócio variados. A aproximação discutida pelo Secovi-SP pode ajudar a tornar mais conhecida a perspectiva dos lojistas e a estimular uma avaliação conjunta sobre a ocupação de espaços comerciais.
Esse diálogo é especialmente relevante em uma cidade com diferentes áreas de comércio, serviços e empreendimentos de uso misto. A realidade de uma loja em uma região de grande circulação pode ser distinta da encontrada em outros pontos da capital. Por isso, a relação entre atividade econômica, localização e características do imóvel aparece como um dos elementos centrais para os novos negócios.
Agenda institucional do Secovi-SP
Além do debate sobre as transformações do varejo, o encontro apresentou a pauta institucional e os serviços do Secovi-SP direcionados ao setor varejista. A iniciativa indica a intenção da entidade de ampliar sua atuação junto a empresas que ocupam imóveis comerciais e de incorporar as demandas desses negócios à discussão sobre o mercado imobiliário.
O primeiro evento voltado especificamente ao varejo também abre espaço para que a relação entre os dois setores seja acompanhada de forma mais próxima. Para empreendedores, corretores, administradores, investidores e demais profissionais ligados ao comércio paulistano, a discussão ajuda a organizar temas que fazem parte das decisões cotidianas sobre pontos comerciais e expansão de operações.
Em São Paulo, onde comércio e serviços ocupam diferentes formatos de imóveis, a aproximação entre varejo e mercado imobiliário pode influenciar a forma como novos empreendimentos são planejados e como espaços existentes são utilizados. O encontro realizado pelo Secovi-SP colocou essa conexão no centro da agenda e reforçou a importância de considerar os ocupantes nas discussões sobre o futuro dos imóveis comerciais.
