De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e comércio de suportes, para iniciar o ano de 2026 com uma perspectiva otimista, o setor de energia observa de perto os movimentos da Liderroll, empresa que acumula vitórias inéditas na indústria do petróleo. A companhia está integrando a Inteligência Artificial (IA) em todas as suas atividades tecnológicas. Essa inovação visa conferir maior agilidade aos projetos desenvolvidos no exterior e garantir economicidade quando as mesmas soluções forem aplicadas em obras no território brasileiro.
Qual a importância da nova patente obtida nos Estados Unidos?
Recentemente, a empresa recebeu o reconhecimento definitivo de uma nova patente pelo USPTO (órgão de marcas e patentes norte-americano). O documento valida um sistema inteligente e automatizado para o lançamento de tubos rígidos, supervisionado integralmente por recursos de IA. Essa tecnologia brasileira reforça a presença da companhia no mercado global, especialmente em projetos de alta complexidade.
Ao analisar o desempenho do segmento em 2025, Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que o ano exigiu resiliência do empresariado nacional, especialmente no setor de óleo e gás. “Neste ano, precisamos mergulhar no otimismo, pois o mercado enfrentou instabilidades que refletiram no dólar e na inflação”, pontua o executivo. Para ele, o ambiente de negócios foi desafiador para empresas que não operam diretamente na exploração e produção, mas ressalta que a persistência brasileira é o diferencial para superar momentos de incerteza política e econômica.

Quais as sugestões para modernizar a legislação do setor?
Paulo Roberto Gomes Fernandes aponta que a legislação brasileira precisa acompanhar a modernidade tecnológica, citando a Inteligência Artificial como um caminho sem volta. Uma de suas principais bandeiras é a regulamentação dos dutos aparentes, método que o executivo considera mais seguro, barato e menos agressivo ao meio ambiente do que o modelo convencional de enterrar tubulações.
De acordo com o presidente da Liderroll, o Brasil carece de normas específicas para oleodutos aparentes, o que limita a eficiência logística e a segurança operacional em grandes extensões territoriais. A expertise da empresa atravessa fronteiras, com tecnologias aplicadas em túneis sob o Lago Michigan, no Canadá, e em projetos em São Paulo.
O uso de dutos poderia revolucionar não apenas o setor de energia, mas também o agronegócio. “A perda na safra de soja e milho chega a 30% devido à qualidade das estradas; o transporte por tubulações específicas reduziria drasticamente esse desperdício”, afirma o executivo. Essa visão estratégica propõe aliviar a malha rodoviária e diminuir riscos de acidentes, aproveitando a dimensão continental do país.
Qual o impacto do cenário internacional nos negócios nacionais?
Sobre a geopolítica global, o executivo observa que os conflitos no Oriente Médio e na Europa já tiveram seus impactos precificados pelo mercado de petróleo. No entanto, a mudança de comando nos Estados Unidos e as relações com a Argentina de Milei podem trazer novos reflexos para o Brasil.
Paulo Roberto Gomes Fernandes expõe que o estilo de gestão norte-americano exigirá uma postura estratégica do Brasil nas relações comerciais e no fortalecimento do Mercosul perante o mercado europeu, mantendo a atenção voltada para as exportações de tecnologia.
Para 2026, o otimismo é alimentado pelos recentes anúncios da Petrobrás sobre a contratação de navios-tanque com 50% de conteúdo local. O executivo vê com bons olhos a promessa de transformar os estaleiros brasileiros em âncoras para novos negócios e apoio às empresas nacionais. Portanto, essa visão sinaliza um ano com oportunidades concretas de retomada, permitindo que a competência técnica das empresas brasileiras seja valorizada tanto em novos projetos quanto na manutenção necessária das malhas já existentes.
Autor: Paula Souza
