Os comerciantes da CEAGESP em São Paulo afetados pelo incêndio que atingiu o pavilhão de frutas MFE-A começaram a receber medidas de apoio para manter as atividades no Entreposto Terminal São Paulo, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital. O fogo começou em 5 de setembro de 2026 e comprometeu a estrutura utilizada por empresas do setor de frutas e por outros estabelecimentos instalados no local. Segundo a companhia, não houve registro de vítimas.
A principal medida anunciada é a transferência provisória dos comerciantes para uma estrutura montada no estacionamento EII. A proposta é preservar, na nova área, dimensões proporcionais às ocupadas anteriormente no pavilhão atingido. A reorganização busca permitir a continuidade das operações enquanto são conduzidas as etapas necessárias para avaliar os danos e preparar a reconstrução do espaço.
Comerciantes serão transferidos para área provisória
De acordo com a CEAGESP, a estrutura emergencial recebeu gradis, banheiros químicos, iluminação, conexão de internet e reforço na segurança. A instalação desses recursos pretende oferecer condições mínimas para que os negócios afetados continuem funcionando durante o período de transição.
A mudança, no entanto, altera a circulação interna do Entreposto Terminal São Paulo. Por esse motivo, a companhia publicou um aviso aos demais comerciantes sobre a reorganização das áreas de operação e os impactos no deslocamento dentro do complexo. A orientação é relevante para empresas, fornecedores e compradores atacadistas que utilizam diariamente a central de abastecimento localizada na capital paulista.
As áreas próximas ao galpão atingido já passaram a ser utilizadas de forma provisória pelos comerciantes afetados. A CEAGESP informou ainda que os permissionários terão isenção de aluguel e de taxas relacionadas ao período emergencial. Também existe a possibilidade de ressarcimento de valores que já tenham sido pagos, conforme as medidas divulgadas pela companhia.
Sala oferece suporte para documentos e rotinas administrativas
Além da realocação física, a CEAGESP criou uma sala de apoio administrativo exclusiva para os comerciantes do MFE-A. O espaço funciona no Edifício LEA e foi equipado com computadores, impressora para documentos fiscais e acesso à internet. A estrutura foi anunciada como uma alternativa para auxiliar empresas que perderam ou tiveram dificuldades de acesso às condições administrativas do pavilhão afetado.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h. A companhia não informou, nas atualizações consultadas, uma data de encerramento do serviço. A criação da sala amplia o suporte aos negócios durante a reorganização e pode ajudar na emissão de documentos e na manutenção de procedimentos necessários à operação comercial.
Para comerciantes que dependem de logística diária, a combinação entre espaço provisório, infraestrutura básica e apoio administrativo representa uma tentativa de reduzir a interrupção das atividades. O MFE-A era utilizado por empresas ligadas à comercialização de frutas, segmento que integra o fluxo de abastecimento de São Paulo e de outras localidades atendidas pelo entreposto.
Entreposto continua funcionando durante a reorganização
Apesar dos danos no pavilhão de frutas, o Entreposto Terminal São Paulo continua em funcionamento. Em comunicado divulgado após o incêndio, a CEAGESP informou que não há risco de desabastecimento. A afirmação busca esclarecer consumidores, comerciantes e compradores sobre a continuidade das operações da central.
A companhia prevê que a reconstrução da área atingida leve aproximadamente 12 meses. O prazo, porém, depende do andamento de etapas como a limpeza do local, o levantamento dos danos e a elaboração do projeto de reconstrução. Até as informações mais recentes divulgadas pela empresa, não havia um cronograma detalhado para cada fase do trabalho.
O incêndio e as medidas posteriores afetam diretamente pequenos e médios negócios que atuam no abastecimento alimentar, além de trabalhadores, fornecedores e transportadores ligados à operação. A realocação temporária permite preservar parte da atividade comercial, mas também exige adaptação à nova configuração do entreposto e aos procedimentos definidos para a circulação interna.
Orientações para quem utiliza a CEAGESP
Com a alteração provisória das áreas, comerciantes, fornecedores e compradores devem considerar mudanças no percurso dentro do Entreposto Terminal São Paulo. O comunicado sobre circulação publicado em 18 de setembro de 2026 informa que a reorganização do MFE-A interfere no fluxo interno do complexo.
Os detalhes sobre a sala administrativa, a estrutura emergencial, a isenção de cobranças e as etapas de reconstrução foram divulgados em comunicados oficiais da CEAGESP. A companhia também registrou reuniões com os comerciantes afetados para apresentar as medidas de continuidade. As informações podem ser acompanhadas nos canais oficiais da empresa, especialmente por quem possui operação ou negócio instalado no pavilhão atingido.
