O Método LP, desenvolvido pelo nutricionista esportivo Lucas Peralles em São Paulo, atende a um número crescente de pacientes acima dos 40 anos que chegam com uma queixa comum: fazem as mesmas coisas que sempre funcionaram e o corpo não responde mais da mesma forma. Emagrecer ficou mais difícil, o músculo não aparece com a mesma facilidade, o cansaço é mais persistente e a recuperação depois do treino demora mais. O fato é que essa percepção é real, tem base fisiológica sólida e, mais importante, tem solução, desde que a estratégia seja ajustada para o que o corpo precisa nessa fase.
A partir dos 40 anos, o organismo passa por uma série de mudanças hormonais e metabólicas que alteram significativamente a forma como processa nutrientes, responde ao treino e regula o peso. Ignorar essas mudanças e continuar aplicando as mesmas estratégias de anos anteriores é um dos erros mais comuns nessa faixa etária, e explica boa parte das frustrações de quem tenta emagrecer ou ganhar massa muscular sem resultado.
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O que muda no metabolismo a partir dos 40?
A sarcopenia, perda progressiva de massa muscular relacionada ao envelhecimento, começa a se tornar clinicamente relevante a partir da quarta década de vida. Isso ocorre porque o músculo é o tecido metabolicamente mais ativo do organismo, e sua redução progressiva diminui o gasto energético em repouso, facilita o acúmulo de gordura e piora a sensibilidade à insulina. Esse processo não é inevitável, mas exige intervenção ativa para ser desacelerado.

Ao mesmo tempo, alterações nos níveis de hormônios sexuais, tanto em homens quanto em mulheres, modificam a distribuição de gordura corporal, a capacidade de recuperação muscular e o padrão de sono. Essas mudanças interagem entre si e com os hábitos alimentares de formas que tornam o processo de recomposição corporal mais complexo, mas não inviável. É por isso que o fundador do Método LP, Lucas Peralles, ajusta o protocolo nutricional e de treino para trabalhar com essa fisiologia, não contra ela.
Por que a proteína se torna ainda mais estratégica nessa fase?
A necessidade proteica aumenta com a idade, em parte porque a eficiência da síntese proteica muscular diminui. Afinal, o mesmo estímulo de treino e a mesma quantidade de proteína que produzia resultado aos 30 anos podem ser insuficientes aos 45. Dessa forma, ajustar a ingestão proteica para compensar essa menor eficiência é uma das intervenções com maior impacto na preservação e no ganho de massa muscular nessa faixa etária.
Lucas Peralles, referência em nutrição esportiva em São Paulo por trás do Método LP, trabalha com a adequação proteica como prioridade central nos protocolos para pacientes acima dos 40 anos, distribuindo a ingestão ao longo do dia para maximizar a síntese muscular em cada refeição. Esse ajuste, combinado com treino de força progressivo e sono de qualidade, é capaz de reverter parcialmente os efeitos da sarcopenia e melhorar significativamente a composição corporal.
Adaptar a estratégia não é desistir de resultado
Mudar a abordagem a partir dos 40 não significa aceitar resultados menores. Significa usar estratégias mais inteligentes para um organismo que funciona de forma diferente. Com o protocolo certo, pacientes nessa faixa etária conseguem resultados expressivos de recomposição corporal, com ganho de massa muscular, redução de gordura e melhora nos marcadores metabólicos, que muitas vezes superam o que eles haviam conquistado em décadas anteriores.
Conforme ressalta Lucas Peralles, o Método LP foi construído justamente para oferecer esse nível de individualização: um processo que se adapta à fase de vida de cada paciente, sem protocolos genéricos e sem a ilusão de que uma única estratégia serve para todos os corpos em todos os momentos da vida.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
