Chegou o dia do possível impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Logo mais, o chamado Tribunal Especial Misto (TEM) se reunirá no Tribunal de Justiça do Estado para decidir se Witzel vai ser ou não cassado — se perderá ou não os direitos políticos. Fontes da Jovem Pan dizem que é muito grande a chance disso acontecer. Para que o impeachment seja consumado, são necessários 2/3 dos votos disponíveis. O TEM é formado por cinco deputados e cinco desembargadores. Sete precisam votar a favor do impeachment.

O governador afastado é acusado de crime de responsabilidade e a denúncia pede para que ele perca os direitos políticos por cinco anos. Witzel, segundo investigações de parlamentares do próprio Tribunal e da PGR, teria envolvimento com irregularidades em contratos firmados pelo governo estadual na gestão dele — especialmente durante o período da pandemia da Covid-19, em contratações emergenciais para enfrentar a disseminação da doença. O deputado do PT Waldeck Carneiro, relator do processo, falou à Jovem Pan sobre a expectativa para o julgamento nesta sexta-feira.

“Quanto a votação em si, minha principal expectativa é de que o meu relatório e meu voto contribuam para que o TEM faça um julgamento justa. Terei cumprido meu papel.” A defesa de Wilson Witzel tenta, no STF, aos 45 minutos do segundo tempo, alguma decisão que suspenda a sessão desta sexta-feira e prorrogue o juízo final. Caso efetivamente Witzel seja cassado, ele será o primeiro governador do Estado do Rio de Janeiro impeachado na história. Wilson Witzel, no entanto, segundo fontes da Jovem Pan, sempre cogita a possiblidade de renunciar ao mandato para evitar a cassação.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga