Candidatos à presidência do Senado Federal prometem respeito ao teto de gastos, mas se dividem sobre a prorrogação do auxílio emergencial. No total, cinco parlamentares concorrem à sucessão de Davi Alcolumbre (DEM). O candidato do governo, o senador Rodrigo Pacheco (DEM), ressaltou que tem compromisso com as contas do país. “O conceito é de um compromisso muito fiel, muito grande com a responsabilidade fiscal, com a obediência ao teto de gastos, não se pode gastar aquilo que não se tem. Então esse compromisso é um compromisso que nós temos de responsabilidade fiscal, aliado, obviamente, com o governo federal também nesse sentido para evitar que haja um incremento do déficit público de maneira mais severa”, afirmou. Ele admitiu, no entanto, que o Congresso Nacional deve continuar discutindo alternativas à assistência federal à população.

Já a senadora Simone Tebet (MDB), que na semana passada anunciou candidatura avulsa, defende de forma mais enfática a volta do auxílio emergencial. “Esta é uma as nossas plataformas, aliada ao fato de termos que discutir imediatamente o retorno de um auxílio emergencial, ainda que temporário, ainda que com valores menores, ainda que dentro dos limites da responsabilidade fiscal e das âncoras fiscais, que são os sustentáculos de uma economia saudável. Nem que para isso nós próprios da classe política tenhamos que cortar na própria carne”, disse. A bancada do MDB no Senado decidiu não apoiar Simone Tebet e declarou apoio a Rodrigo Pacheco. Apesar do maior peso político, a corrida ao comando da Casa foi ofuscada pela disputa acirrada na Câmara dos Deputados. Além dos dois candidatos, outros três senadores concorrem à presidência, sendo Major Olímpio (PSL), Jorge Kajuru (Cidadania) e Lasier Martins (Podemos).

*Com informações da repórter Camila Yunes