O Senado Federal vai ouvir ministros, governadores e prefeitos para cobrar ações dos poderes no combate à pandemia. A Comissão Temporária da Casa, instalada com objetivo de avaliar a gestão da crise, definiu, nesta segunda-feira, 08, o cronograma de trabalho, que vai até primeiro de julho. O general Eduardo Pazuello, titular da saúde, deve participar de uma audiência na quinta-feira da semana que vem. O relator, senador Wellington Fagundes (PL), destaca que o Congresso tem de pressionar o governo por mais vacinas. “Temos que buscar a vacina onde tiver e pelo preço que estiver para ofertar ao povo brasileiro a possibilidade de imunização. Não há outro caminho. E lembro que aqui mesmo, em nosso país, nos alegra saber que em São Paulo o número de idosos acima de 90 anos tenha caído em 70% da população imunizada”, disse. Segundo o parlamentar, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve falar ao colegiado no dia 22.

O senador Otto Alencar (PSD) avalia que o Brasil está atrasado nas ações para conter o coronavírus. “E essa Comissão pode, sem dúvida nenhuma, cortejar os entendimentos, as ações que precisam ser colocadas para resolver um problema de gravidade muito grande, que acentua essa gravidade. Creio que vamos começar muito tardiamente as ações necessárias para controlar uma crise sanitária dessa natureza”, afirmou, ressaltando que o país falhou até agora na compra dos imunizantes. Para o senador Ciro Nogueira (PP), o objetivo da Comissão, no entanto, não é buscar por culpados. “Iremos focar essa comissão em resultados, não em buscar culpados. Culpados eles vão aparecer, níveis municipais, estaduais. Mas o foco tem que ser a vacinação. Acho que essa Comissão, do ponto de deficiência que nós temas, até em relações internacionais, pode ajudar muito”, pontuou. Sobre a questão internacional, citada por Ciro Nogueira, a Comissão vai ouvir o ministro Ernesto Araújo no dia 29 de abril. Os parlamentares marcaram audiência com a empresária Luiza Trajano para discutir a compra de vacinas pelo setor privado.

*Com informações da repórter Camila Yunes