O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentou nesta sexta-feira, 14, a nova campanha do TSE em favor do voto eletrônico. Nela, serão esclarecidas dúvidas sobre a segurança, transparência e auditabilidade do atual processo eleitoral. Nesta quinta-feira, 13, quando a urna eletrônica completou 25 anos, Barroso saiu em defesa do sistema de votação brasileiro, destacando que nunca se comprovou qualquer fraude neste modelo eleitoral. “O Brasil tem muitos problemas que o processo democrático e a democracia ajudam a enfrentar e resolver. Um desses problemas não é a nossa urna eletrônica. A urna tem sido parete da solução assegrança um sistema íntegro e que tem permitido a alternâcia de poder sem que jamais tenha questionado de maneira documentada e efetiva a manifestação da vontade popular”, disse na ocasião.

O comentarista Rodrigo Constantino analisou a postura do ministro durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta sexta. “O TSE lançou a campanha porque sentiu a pressão da população em geral. Barroso diz que o nosso sistema eleitoral é um dos melhores do mundo – mesmo que nós sejamos o único país que adota este modelo. Então, quero lançar uma reflexão: Será que nações como a Alemanha, os Estados Unidos, a França ou o Canadá não podem ter um sistema eleitoral como o nosso? Será que não são capazes de implementar a tecnologia ou escolheram isso? Com estas perguntas, fica óbvio que Barroso está tratando a população brasileira como um bando de palhaços”, disse.

O comentarista continuou sua fala disparando fortes críticas ao presidente do TSE. “Barroso é o ministro que quer empurrar a história na direção do que enxerga como progresso. Ele se vê como ‘o iluminado’, ‘o ungido’. Quando defende o sistema eltrônico, basicamente pede que confiemos nele de olhos fechados e aceitemos os resultados. A população está apreensiva e o papel dele é prestar esclarecimentos e alterar o sistema eleitoral. O povo está pedindo por isso. Agora, essa não é apenas uma bandeira da direita, mas há várias pessoas da esquerda que também estão defendendo o voto impresso. Estão em jogo a transparência e credibilidade da nossa democracia. A reação de Barroso gera ainda mais desconfiança”, concluiu.

Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta sexta-feira, 14: