Em meio à pressão para instalar a CPI da Covid, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, prometeu uma audiência no plenário da Casa com o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Pacheco quer prestigiar a comissão temporária, já instalada, que discute medidas de combate ao coronavírus. Inicialmente, o colegiado ouviria, nesta quinta-feira, 18, o general Eduardo Pazuello, mas a audiência foi cancelada. Agora, a expectativa é que o novo ministro do governo Bolsonaro compareça ao Congresso Nacional no dia 25 deste mês. Apesar da comissão temporária, já instalada no Senado, não ter poder de CPI, os senadores consideram fundamental debater o assunto. O relator Wellington Fagundes (PL) afirma que o trabalho do grupo deve ser valorizado. “Primeiro elogiar o presidente Rodrigo, porque com ato como esse ele valoriza mais a comissão. A gente tem que tomar cuidado, continuar conversando com os pares, e com o próprio Rodrigo Pacheco, nessa linha”, disse o senador, lembrando que o colegiado tem funcionamento previsto até o fim do primeiro semestre de 2021.

O grupo pretende convocar empresas distribuidoras de oxigênio com objetivo de apurar o colapso do início de ano em Manaus. Nesta quarta-feira, os parlamentares aprovaram um requerimento para ouvir o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres. O senador Otto Alencar (PSD) avalia que o país perdeu muito tempo discutindo o tratamento precoce contra Covid-19. “De seis a oito meses nós vamos ter nas farmácias o Tamiflu do Covid-19, mas não tem ainda, como teve no H1N1. H1N1 é vacina para não ter a doença. Se você tem a H1N1 você toma o Tamiflu. Não acho que daqui a seis ou oito meses a medicina vai ter essa medicação [eficaz contra a Covid-19], mas hidroxicloroquina”, afirmou. O Tamiflu, citado por Otto Alencar, foi o medicamento recomendado contra H1N1. A comissão deve receber um levantamento feito pela senadora Kátia Abreu sobre os laboratórios que podem disponibilizar vacinas para o Brasil.

*Com informações da repórter Camila Yunes