A bancada do PDT no Senado, com três integrantes, anunciou, na manhã desta quinta-feira, 14, apoio à candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à presidência da Casa. Pacheco conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro e foi o nome escolhido por Davi Alcolumbre (DEM-AP) para sucedê-lo. Em nota, os pedetistas afirmam que “para que o Parlamento cumpra com eficácia seu papel, sua condução precisa ser firme, independente, coerente, porém serena, madura e visando acima de tudo os interesses do país”. “O PDT considera que o senador Rodrigo Pacheco reúne as características acima citadas e, portanto, tem as melhores condições de liderança para exercer o papel de presidir a Casa”, acrescentam.

O partido, que faz oposição ao governo Bolsonaro, afirma, no entanto, que o apoio “não representa alinhamento automático da bancada pedetista às pautas defendidas por todos os partidos que estão na base da candidatura” de Pacheco. Além do DEM, o candidato de Alcolumbre conta com o apoio do PSD, Progressistas, PT, PROS, PL, Republicanos e PSC. Algumas dessas legendas são aliadas do Executivo – o Republicanos, por exemplo, é o partido do senador Flávio Bolsonaro (RJ). “Em todas as conversas com o senador Rodrigo Pacheco, o partido deixou claro que não abre mão da defesa de temas que considera fundamentais e sempre fizeram parte de sua história de luta, como a manutenção do estado democrático de direito, os ideais trabalhistas, a proteção à educação e saúde públicas de qualidade, o respeito aos direitos das minorias, com igualdade de oportunidades entre todos, independente de gênero, raça, credo ou origem, e a proteção dos mais vulneráveis”, diz a nota.

Considerando a formação de todas as bancadas, Pacheco teria os 41 votos necessários para ser eleito – PSD (11 senadores), Progressistas (7 senadores), PT (6 senadores), DEM (5 senadores), Pros (3 senadores), PDT (3 senadores), PL (3 senadores), Republicanos (2 senadores), e PSC (1 senador). O senador do DEM enfrentará Simone Tebet (MDB-MS) no dia 1º de fevereiro.