O Congresso Nacional resolveu entrar de vez nas negociações para agilizar o processo de imunização da população brasileira contra a Covid-19. A iniciativa ganhou forças após o aumento da pressão dos governadores por mais vacinas e leitos de UTI. Os comandantes estaduais estão vendo os sistemas de saúde colapsarem e, diante da postura do governo federal, que diariamente altera as previsões de entrega das vacinas, recorreram aos líderes do Congresso. Nesta terça-feira, 09, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, enviou uma carta ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cobrando informações. No documento, assinado também por Arthur Lira, presidente da Câmara, o Congresso cobra uma resposta clara sobre o calendário de vacinação contra a Covid-19 e a previsão de entrega dos imunizantes ao longo de 2021.

Os parlamentes questionam a diminuição de quase 35% das vacinas que estariam disponíveis no mês de março. Eles também querem saber quais são os obstáculos para ter acesso aos imunizantes, quais serão as datas e quantas vacinas serão entregues pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz e como está a questão dos insumos necessários para produzir essas vacinas, se há alguma calendário para aquisição do ministério, se há risco de falta e quais entraves para adquirir os insumos. Na carta, os presidentes da Câmara e do Senado afirmam que a urgência imposta pela crescente taxa de óbitos em decorrência do coronavírus exigem que as respostas aos questionamentos sejam dadas em 24h. Ou seja, ainda na manhã desta quarta-feira. Após o retorno da Saúde, a proposta é que o Congresso nacional adote medidas cabíveis para fortalecer o combate à pandemia. O parlamento pretende ajudar na solução de entraves que podem ter sido impostos, não só diante da postura do Planalto com outros país, como a China, mas também pelo posicionamento em relação de como enfrentar o avanço da pandemia.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado