Os partidos de oposição protocolaram um novo pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O documento é assinado pelos presidentes do PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB e Rede. O motivo é a atuação do governo federal na pandemia da Covid-19. De acordo com o pedido, Bolsonaro teria descumprido a Constituição ao não garantir o direito à saúde durante o período, não ter priorizado o combate ao coronavírus e não ter feito uma coordenação nacional para orientar estados e municípios.

O líder da minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT), disse que foram encontrados quinze crimes cometidos pelo governo federal. Para ele, não se pode responsabilizar apenas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “Alguns dizem que a responsabilidade é do Pazuello. Mas vocês lembram daquela frase que foi dita por ele: você manda e eu obedeço. Não tem como separar Pazuello de Bolsonaro, os dois foram omissos, foram criminosos, foram antividas”, afirmou. Líderes da oposição também anunciaram que vão começar a coletar assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara que investigue a conduta do governo ao longo da pandemia. São necessárias pelo menos 171 assinaturas.

O deputado Arthur Lira (PP), candidato à presidência da Câmara apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, destacou que para abrir uma CPI, o pedido precisa apontar um fato específico e gerador da investigação. E sinalizou que pode resistir à instalação. “Nesse assunto pandemia, nós temos que ter muito cuidado. Temos que ter muita serenidade. Esse assunto não pode ser motivo de embates políticos para trazermos para a discussão traumas de interrupções buscas democráticas.”

Nas últimas semanas, parlamentares têm tentado coletar assinaturas para uma CPI Mista da Saúde, também para apurar a atuação do governo na pandemia. Neste caso, ela seria composta por deputados e senadores, mas para ser instalada, precisa de 27 assinaturas no Senado, além das 171 da Câmara. Caberia ao presidente do Senado Federal decidir sobre a abertura.

*Com informações do repórter Levy Guimarães