O ministro Onyx Lorenzoni desconversou sobre uma possível dança das cadeiras no governo de Jair Bolsonaro. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, ele disse ter uma relação de amizade e lealdade para com o presidente e afirmou que está disponível para ajudar onde for designado. Segundo Lorenzoni, há pontos positivos na atuação do país no enfrentamento da pandemia, como o fato do Brasil estar entre os países do mundo que mais curou pessoas da Covid-19. O ministro, que toma posse oficialmente nesta quarta-feira, 24, na Secretaria-Geral da Presidência da República, também citou a ausência de qualquer apagão de logística de alimentação, combustíveis nos piores momentos de 2020.

Lorenzoni foi questionado sobre a troca de comando na Petrobras e defendeu o presidente Jair Bolsonaro dizendo que a estatal sofreu muito com corrupção no passado, mas que não pode tentar recuperar o prejuízo de uma hora pra outra. “O que ocorreu, com base nos prejuízos anteriores, nas dificuldades que tinham para recompor o seu posicionamento, a Petrobras vem fazendo o que tem que fazer. Agora tem outro lado dessa história. O povo brasileiro foi roubado lá atrás, não dá para recuperar em dois anos o que foi feito em 15”, disse. Sobre estar à frente do programa de privatizações do governo, ele se posicionou a favor da desestatização e negou atritos com o ministro da economia Paulo Guedes. “Nos todos somos muito amigos e temos uma missão, que é de transformar o Brasil, um país que durante 40 anos viveu em uma metodologia de relação entre Poder Executivo, Legislativo muito complexa e com a próxima sociedade. Os resultados, lamentavelmente, no comando do Partido dos Trabalhadores e do Lula se exacerbou, tivemos o Mensalão, o Petrolão. Quebrar tudo isso, mudar, ser disruptivo é muito difícil”, ressaltou. Quanto às críticas de alianças do governo no Congresso, Onyx afirmou que todos amadureceram e que há uma compreensão nos três poderes que o bom relacionamento é essencial no caminho das mudanças desejadas.

*Com informações da repórter Carolina Abelin