Às vésperas da Cúpula do Clima, que vai reunir liderança de 40 países, o vice-presidente general Hamilton Mourão, coordenador do Conselho da Amazônia, afirmou que o governo brasileiro conta com ajuda internacional para manter a floresta protegida. Ele admitiu que os recursos externos chegariam em boa hora, mas lembrou que antes de iniciar essa negociação, o país precisa apresentar resultados concretos na redução do desmatamento.

“A gente não tem que ser mendigo nisso aí, vamos colocar a coisa muito clara. Nós temos as nossas responsabilidades, o Brasil é responsável só por 3% das emissões no mundo. Desses 3%, 40% é desmatamento, ou seja, 1,2% do que se emite no mundo é responsabilidade do desmatamento nosso. Temos que fazer a nossa parte dentro do acordo de Paris”, disse. Segundo Mourão, é possível reduzir em até 15% o desmatamento até julho. Por isso, ele afirmou que tem conversado com representantes da Noruega e da Alemanha para a retomada das doações ao Fundo Amazônia e lembrou das questões burocráticas. Atualmente, qualquer recurso do exterior terá que fazer manobras, já que impacta o teto de gastos.

Nesta segunda-feira, 19, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, para definir o discurso adotado na Cúpula do Clima, que começa na próxima quinta-feira. Para Hamilton Mourão, o tom do governo brasileiro foi apresentado na carta encaminhada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden “Brasil é um player de vanguarda, desde a época de 92, quando foi realizada aqui ainda, no período do governo do presidente Collor. É um país que tem mais de 60% do seu território com a cobertura vegetal original”, disse. A principal meta apontada pelo governo brasileiro é o fim do desmatamento ilegal até 2030.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin