O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, afirmou que as mudanças ministeriais realizada na segunda-feira, 29, em seis pastas aconteceram no sentido de atender uma necessidade da Covid-19. De acordo com ele, toda a ação do presidente da Casa, Arthur Lira, foi uma cobrança de postura do governo em relação à pandemia alegando que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não tinha condições de antecipar o calendário de entrega das vacinas.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o ex-ministro da Saúde do governo Michel Temer destacou que a mudança no Itamaraty acabou culminando no conjunto de mudanças para acomodação dos ministros. “Um movimento muito bom, que facilita a articulação política e nos dá esperança de antecipar a vacinação”, avaliou Barros. Ele negou que o presidente Jair Bolsonaro queira alinhar as Forças Armadas com o governo. “Apenas um movimento de acomodação. Ramos foi para a Casa Civil e Braga Netto foi para Defesa. E aí saiu o ministro Fernando.”

Sob a ótica dos novos titulares das pastas, o líder do governo acredita que falta uma “demonstração palpável” do esforço que está sendo feito pelas vacinas e aconselha a ida aos Estados Unidos, China e Índia na tentativa de antecipar a entrega das vacinas que já foram adquiridas. “Esperamos do Ministério das Relações Exteriores antecipar o calendário de entrega de vacinas já compradas. A Covaxin a Anvisa não autorizou importação, Sputnik também. Temos só três vacinas liberadas até hoje. Estamos muito limitados, mas se espera que o conjunto de forças atue com Queiroga neste sentido.” Ricardo Barros acredita que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem feito um bom trabalho de interlocução com o parlamento, além de pedir apoio da comunidade científica.