O Ministério Público Federal (MPF) apresentou na última sexta-feira, 26, através da Procuradoria Regional da República da 5ª Região, uma notícia-crime contra Filipe Martins, assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República. A motivação da petição que dá início a uma ação penal ocorre após o servidor público fazer um gesto costumeiramente utilizado por supremacistas brancos de extrema-direita nos Estados Unidos.

Em sessão do Senado Federal na quinta-feira, 25, Filipe Martins, que estava sentado atrás do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, foi visto passando a mão no terno com o gesto semelhante ao “WP”, que forma a sigla “White Power” em inglês (Poder Branco, em português) durante três oportunidades. A presença do assessor deu-se para acompanhar Ernesto Henrique Fraga Araújo, ministro das Relações Exteriores, que está pressionado no cargo.

De acordo o procurador geral da República, Wellington Cabral Saraiva, o assessor cometeu crime de racismo ao “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Filipe, no entanto, se justificou através das redes sociais e disse que estava apenas arrumando a lapela do terno. O caso começou a ser investigado a pedido da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul e a Procuradoria Regional da República.