O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) encerrou nesta quinta-feira, 4, as atividades do Grupo de Atuação Especializada e Combate à Corrupção (Gaecc), órgão que investigou o esquema das “rachadinhas”. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) foi denunciado pela Promotoria do Rio de Janeiro por peculato, lavagem de dinheiro e organização no esquema. Nele, assessores de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) devolviam quase a totalidade de seus salários para Fabrício Queiroz, que usava as quantias para arcar com despesas do na época deputado estadual do Rio.

A investigação do caso fazia parte da alçada da Gaecc até julho, quando a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro retirou o caso da primeira para a segunda instância. Em decisão publicada no Diário Oficial do MP-RJ, o procurador-geral da Justiça, Luciano Oliveira Mattos de Souza, determinou a revogação das atividades do Gaecc. Segundo o documento, os expedientes sob responsabilidade do órgão serão transmitidos ao Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Mattos de Souza também decidiu que o Gaeco-RJ integrará a estrutura administrativa e permanente da Procuradoria-Geral de Justiça.