Mesmo perdendo espaço em relação a 2016, o MDB segue como o partido que mais elegeu prefeitos nestas eleições. Ao todo, a sigla conquistou 774 municípios, 261 a menos do que na disputa anterior. Com o segundo turno, o número pode aumentar. A legenda disputa, por exemplo, 7 das 18 capitais que ainda estão em aberto. No primeiro turno, o MDB não levou nenhuma capital. No ranking geral, o Progressistas ficou em segundo lugar, elegendo 682 prefeitos, 187 a mais do que em 2016. Em terceiro está o PSD, que conseguiu seiscentas e 50 prefeituras, contra quinhentas e 37 da disputa anterior. Em seguida aparece o PSDB, que teve a maior baixa em números absolutos, e o Democratas, que quase dobrou o número de prefeituras. O PT encolheu pela segunda eleição municipal seguida e conquistou apenas 179 prefeituras, ficando na décima primeira posição na colocação geral. O PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro, aumentou a participação em prefeituras, mas ainda figura na 16ª posição.

Por região, o PSDB lidera do Sudeste. No ABC paulista, por exemplo, os tucanos venceram nas três prefeituras. O prefeito de Santo André, Paulo Serra, comemora por ter se tornar o primeiro do partido a ser reeleito para governar a cidade. “A nossa região já foi considera como um berço do petismo, hoje é uma região que acabou validando esse modelo do PSDB nas cidades do grande ABC”, disse. O PP domina no Nordeste. No entanto, fugindo a essa tendência, o delegado Eduardo Boigues venceu em Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo. “E este crescimento se deve porque eleitores procuram partidos de centro, cansados dessa polarização de esquerda e direita, cansados, porque partidos de centro são mais equilibrados”, disse. No Sul e no Norte, o MDB levou o maior número de prefeituras. O emedebista Aguilar Júnior, reeleito em Caraguatatuba, Litoral Norte de São Paulo, fala sobre a importância de um bom relacionamento com o governo estadual e federal.  “É muito importante essa sinergia, sinergia entre o governo municipal, estadual e federal. Assim, a população é que ganha”, afirma. No Centro-Oeste, a maior parte das prefeituras ficou com o DEM.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni