Lutando contra um câncer desde 2020, o ex-vereador da cidade de São Paulo, Masataka Ota, de 63 anos, morreu nesta quarta-feira, 24, na capital paulista. Ota, que era empresário e ganhou reconhecimento nacional após a morte do seu filho durante um sequestro na cidade em 1997, estava internado no hospital Sírio Libanês e apresentava um estágio avançado da doença. Pelas redes sociais, políticos prestaram condolências pela morte do ex-vereador e à sua esposa, deputada federal Keiko Ota. “Estendo meu carinhoso abraço a toda sua família e aos seus eleitores a quem ele procurou tão bem representar. Toda força”, afirmou o deputado Eduardo Suplicy (PT). O ex-governador Márcio França (PSB), do mesmo partido do ex-vereador, também publicou condolências públicas. “Vai finalmente abraçar seu amado filhinho, Ives Ota”, afirmou.

Ota chegou do Japão ao Brasil na década de 1950 com apenas um ano de idade e teve três filhos: Vanessa, Ives e Ises. Em 1997, perdeu o filho Ives, de 8 anos, brutalmente assassinado após um sequestro na Zona Leste da capital. O corpo do menino foi encontrado enterrado na casa de um dos responsáveis pelo crime no momento em que ele se preparava para receber o resgate. Após isso, ao lado da esposa, Ota criou a ONG Movimento Paz e Justiça Ives Ota, em busca de justiça para pessoas vítimas de violência. Ele foi eleito vereador no ano de 2012 e 2016, cumprindo dois mandatos e levantando pautas por leis mais duras para crimes hediondos e pela qualidade na educação de crianças.