Parlamentares da base bolsonarista aguardam a definição do presidente da República por um novo partido político. Está perto de se concretizar a filiação de Jair Bolsonaro ao Patriota. Após o filho dele, senador Flávio Bolsonaro, ter se filiado ao partido, Bolsonaro voltou a se reunir com o presidente da legenda, Adilson Barroso, que o convidou formalmente a ingressar. Caso a filiação se concretize, a expectativa é que pelo menos 30 deputados que hoje compõem a bancada federal do PSL acompanhem Bolsonaro. Parlamentares de outros partidos que compõem a base bolsonarista também devem engrossar as fileiras do Patriota.

O deputado Bibo Nunes (PSL) acredita que o presidente terá “total domínio” sobre o partido. “Patriota será um grande partido. Deve abrir também uma janela agora, na reforma política que teremos até o mês de outubro, e nesta reforma muitos deputados, muitos verão se filiar ao Patriota. Inclusive eu.” Hoje o Patriota tem a terceira menor bancada da Câmara dos Deputados, com seis integrantes. Flávio Bolsonaro passa a ser o primeiro senador da legenda. Fundada em 2011 como Partido Ecológico Nacional, a sigla mudou de nome para Patriota em 2018 — quando também flertou com uma possível filiação de Jair Bolsonaro.

Para o deputado Coronel Tadeu (PSL), que também pretende ir para o Patriota, o partido pode atender às necessidades do presidente. “O presidente precisa ter um partido onde ele se sinta confortável e onde ele possa fazer alianças em todos os estados. A eleição tende a ser muito disputada e polarizada, em especial com a ala esquerda. Para isso, o Patriota ajudaria muito a vida política do presidente.” Entre os 33 partidos que receberam dinheiro do fundo eleitoral no ano passado, o Patriota ocupou apenas a 22ª posição. Foram 27 milhões de reais destinados à legenda. A quantia é mais de sete vezes menor que os 193 milhões distribuídos ao PSL, antigo partido de Jair Bolsonaro e o segundo que mais recebeu recursos.

*Com informações do repórter Levy Guimarães