O pedido da Polícia Federal sobre abertura de inquérito para investigar o ministro Dias Toffoli foi negado na última sexta-feira, 14, pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A PF iria investigar supostos repasses ilegais ao ministro Dias Toffoli. A questão foi levantada em colaboração premiada feita pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. De acordo com ele, o ministro teria vendido sentenças favoráveis a dois candidatos a prefeituras fluminenses quando presidente do TSE. Por isso, teria recebido, entre 2014 e 2015, R$ 4 milhões pelo escritório de advocacia de sua esposa.

A decisão de Fachin proíbe também a polícia de qualquer ato de investigação a partir da delação de Cabral até que se ultime o julgamento. Pela primeira vez na história houve um pedido da Polícia Federal ao STF para investigar um membro da Corte. Também ontem, a Procuradoria-geral da República enviou ao Supremo um ofício reforçando seu entendimento contrário à homologação da delação de Cabral. Segundo a PGR há “inidoneidade das declarações” prestadas por ele, dizendo que o ex-governador tenta “constranger os órgãos de persecução ou retaliar o sistema penal que o condena”.

*Com informações do repórter Fernando Martins