Escolhido como primeiro suplente do senador Major Olímpio em 2018, o empresário Alexandre Luiz Giordano é amigo de longa data do parlamentar que morreu por complicações da Covid-19 nesta quinta-feira, 18, e deve assumir a vaga dele no Congresso. Em uma busca na página do Diretório de Empresas Brasileiras é possível ver o nome de Alexandre Luiz Giordano ligado a seis empresas criadas entre os anos de 1992 e 2019, cinco delas aptas e oferecendo serviços que variam entre montagens de estruturas metálicas e extração de areia nos estados de São Paulo e do Ceará. Ele foi nomeado como secretário parlamentar na Câmara dos Deputados quando o Major foi eleito como deputado federal no ano de 2014, mas não chegou a exercer o cargo porque não quis se desvencilhar de seus cargos executivos.

Com presença tímida nas redes sociais, o nome de Giordano ganhou manchetes no ano de 2019, quando o jornal paraguaio ABC Color afirmou que o empresário foi citado durante depoimentos de engenheiros para uma CPI sobre desvio de dinheiro na Usina de Itaipu. Na ocasião, ele teria feito viagens ao Paraguai e falado em nome da família do presidente Jair Bolsonaro para negociar a compra de energia excedente da binacional. Na época, em entrevista à Agência Pública, o senador Major Olímpio afirmou que conheceu o empresário na capital paulista há mais de uma década e que o escolheu para suplência porque ele se ofereceu para ajudar na organização do diretório paulista do Partido Social Liberal (PSL) nas eleições de 2018, fornecendo um escritório para criação de um comitê de campanha sob aluguel no valor de R$ 6,6 mil.

Quando concorreu ao senado no ano de 2018, o empresário, hoje com 48 anos, declarou R$ 1,5 milhões em bens, que variavam entre as empresas que era sócio e até mesmo embarcações. Além de Giordano, o segundo suplente para a vaga deixada pelo Major Olímpio é o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. Nenhum dos dois se posicionou publicamente sobre a morte do Senador até o momento. Pouco após o anúncio da equipe do Major Olímpio, o Congresso Nacional decretou luto oficial de 24 horas. Esse é o terceiro óbito registrado entre senadores por Covid-19 desde o início da pandemia. Em fevereiro de 2021, o senador José Maranhão (MDB-PB), de 87 anos, faleceu e foi substituído pela suplente Nilda Gondim; em outubro de 2020, o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) também foi vitimado pela doença e substituído pelo suplente Carlos Portinho.