Em uma derrota imposta ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a Executiva Nacional do PSDB renovou, por unanimidade, o mandato de Bruno Araújo (PE) como presidente nacional da sigla por mais um ano, a partir de maio. A cúpula do partido referendou um ofício assinado pelos presidentes dos diretórios estaduais e pelas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Na segunda-feira, 8, em um jantar no Palácio dos Bandeirantes, aliados do governador João Doria apresentaram a ele a ideia de colocá-lo na cadeira de presidente do PSDB ao fim do mandato do ex-ministro e ex-deputado federal.

A decisão desta sexta-feira é mais um capítulo da crise interna que atinge o partido. Ao longo desta semana, Doria defendeu a expulsão do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano atribui ao parlamentar mineiro a articulação responsável pelos votos entregues pela bancada do PSDB a Arthur Lira (PP-AL), eleito presidente da Câmara na disputa com Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado por Doria. As declarações do governador de São Paulo geraram imediata repercussão na sigla. Em nota, o líder da bancada na Casa, Rodrigo de Castro, aliado de Aécio, disse que o afastamento do correligionário não era sequer debatido, uma vez que o tema já havia sido analisado pela Executiva Nacional – em 2019, as lideranças do partido livraram o ex-senador de punição.