O final de semana foi marcado por manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro. No sábado, 23, movimentos sociais e partidos de oposição saíram às ruas em carreatas pedindo o impeachment do chefe do executivo. A principal motivação dos manifestantes, para tirar Bolsonaro do governo, é a forma que ele tem conduzido a pandemia. Com o fim do auxílio emergencial e o colapso no sistema de saúde no Amazonas, muitos acreditam que a única forma de reestruturar o país é com a saída do presidente.

De dentro dos veículos e em meio ao barulho das buzinas, os manifestantes entoavam gritos contra o presidente da República. O metroviário Sérgio Renato da Silva Magalhães acredita que a economia vai se reerguer apenas com a saída de Bolsonaro e, segundo ele, este é um momento crucial. “O começo de um movimento nacional e encaixa nessa queda de popularidade do Bolsonaro e em uma situação nítida que é necessário voltar ao combate a pandemia para a economia voltar.”

O empresário Paulo Henrique Barros disse que não demitiu nenhum funcionário durante a pandemia e que, neste momento, a prioridade é a saúde. “Acho que a vida vem em primeiro lugar. Preservar vida. Economia a gente dá um jeito depois. Não tem que fazer essa escolha, a vida está acima de qualquer coisa.” A dona de casa Cidinha afirmou que as reivindicações entre grupos políticos distintos pode ajudar a pressionar o Congresso a votar o impeachment. “Primeira vez que eu estou vendo pressão da esquerda e direita. Acho que isso dá uma forcinha.”

De acordo com a organização, o movimento aconteceu em 18 capitais do país. Em São Paulo, a carreata teve início em frente à Assembleia Legislativa e e seguiu até a praça Roosevelt, na região central da cidade. Em frente à Alesp estava concentrado também o acampamento do Movimento Conservador, que apoia o presidente Jair Bolsonaro, mas não houve confronto e nem brigas entre os grupos. Os organizadores estimam que 2,5 mil carros participaram dos protestos na capital paulista.

*Com informações da repórter Camila Yunes