Aliado do governador João Doria, o deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB) é o novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), após eleição nesta segunda-feira, 15.  O tucano venceu Major Mecca (PSL), Carlos Ginnazi (PSOL) e Sergio Victor (Novo). Com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), o Pignatari teve 65 votos e, com isso, mantém o Partido Social Democracia Brasileira (PSDB) no comando da Casa por mais dois anos ao suceder Cauê Macris. Ao ser questionado sobre denúncia contra o colega de Alesp Fernando Cury, flagrado passando a mão no seio da deputada Isa Penna, Pignatari não quis entrar em polêmica. “Eu não posso emitir opinião sobre o que o Conselho de Ética, não sou do Conselho de Ética. A partir do momento que vou pautar não quero omitir minha opinião sobre um projeto que tenho que pautar e votar no plenári0”, disse.

O tucano disse que a prioridade é dar celeridade à votação da proposta que autoriza a compra de vacinas pelo Estado, e o auxílio conhecido como “bolsa trabalho”, voltado a desempregados na pandemia. “Nós temos três ou quatro projetos na Casa que falam sobre autorização ao governo de São Paulo para comprar vacinas, essa é a saída para a nossa pandemia. Esses projetos serão compilados e será um projeto da Casa. O segundo é um projeto do governo, da secretaria de Desenvolvimento Econômico, que é onde podemos dar uma bolsa cidadão de até R$ 450 para aproximadamente 100 mil pessoas.”

Durante toda a sessão, manifestantes protestaram do lado de fora da Alesp contra o governo Doria. Eles reclamavam, sobretudo, das restrições e do aumento do ICMS. Após a votação, o grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, se reuniu nas imediações da casa do governador, no jardim  Europa, bairro nobre da Zona Oeste de São Paulo. Aos gritos, a multidão pediu a renúncia do governador.  A manifestante Ximena Araya afirmou se sentir prejudicada com as novas restrições. “Área de eventos, por exemplo, está há um ano parada. Sou da área cultural, sou dubladora, atriz. Estou com três produções para há um ano. Então são pessoas, não só de São Paulo, do Litoral, que vêm se manifestar para que sejamos ouvidas como trabalhadores que pagam impostos e que sustentam toda essa aparelhagem”, opinou. O ato foi acompanhado pela Polícia Militar e pela tropa de choque, que formou uma barreira para impedir a passagem do grupo. O protesto terminou sem incidentes.

*Com informações da repórter Caterina Achutti