O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, anunciou o fim da Operação Verde Brasil 2. Os militares que atuavam na proteção da Amazônia deixarão a região no dia 30 de abril. A meta do Conselho Nacional da Amazônia Legal, que é presidido por Mourão, era manter a operação até o final de 2022. Segundo o vice-presidente, agora, o objetivo será concentrar os trabalhos em 11 municípios da região com as taxas mais altas de desmatamento, sendo eles: Altamira, São Félix do Xingu, Porto Velho, Lábrea, Novo Progresso, Itaituba, Apuí, Pacajá, Colniza, Portel e Novo Repartimento.

Todos esses municípios somam 3,9 mil quilômetros quadrados de desmatamento. Durante a reunião do conselho, Mourão afirmou que, no lugar da operação Verde Brasil 2, o órgão passa a trabalhar com o “Plano Amazônia 21/22” e contará com a fiscalização dos ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Agricultura e também do gabinete de segurança institucional. Com a saída dos militares da região, o trabalho seguirá com agentes do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e do Ibama. A Verde Brasil 2 teve início em maio do ano passado e custou R$ 410 milhões aos cofres públicos. Hamilton Mourão considera que a operação não é “extremamente cara”. “Ao longo desse período houve muitos comentários de funcionários de algumas agências dizendo que se tivessem esse dinheiro fariam muito melhor. Tudo faz parte do debate.”

O vice-presidente falou também sobre os resultados obtidos com a operação. “Entre primeiro de junho do ano passado e 31 de janeiro deste ano, que é a parte que trabalhos efetivamente com a Operação Verde Brasil, houve uma redução de 19% no desmatamento. No período anterior haviam sido 7,9 mil quilômetros quadrados, nesse período 6,4 mil quilômetros quadrados, então uma queda de 1,5 mil quilômetros quadrados. A nossa meta é aquela que está colocada no Acordo de Paris, que em 2030 não pode ter mais desmatamento ilegal”, disse. De acordo com dados do Inpe, os alertas de desmatamento atingiram 7,2 mil quilômetros quadrados no ano passado. O instituto constatou ainda que 2020 foi o segundo pior ano, perdendo apenas para 2019.

*Com informações da repórter Camila Yunes