O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diz que o povo brasileiro é forte e não tem medo do perigo, e que, por isso, tem que trabalhar. Segundo ele, apenas os mais vulneráveis à Covid-19, como idosos e pessoas com comorbidades, é que devem cumprir as medidas de isolamento. O presidente voltou a criticar, nesta quinta-feira, 28, as restrições impostas por governadores e prefeitos para tentar conter o número de casos e de mortes pelo coronavírus. De acordo com Bolsonaro, o isolamento, o lockdown e o confinamento levam à miséria. Ele diz que se ‘envergonharia’ caso fosse obrigado a ficar em casa e não tivesse condições de garantir o sustento da família. “E o apelo que eu faço a todos os governadores, é a minha opinião apenas, não estou dizendo se está certo ou errado, a política de fechar tudo e ficar em casa não deu certo. O povo brasileiro é forte, o povo brasileiro não tem medo do perigo. Nós sabemos quem é que são os vulneráveis, os mais idosos e com comorbidades, o resto tem que que trabalhar.”

Bolsonaro voltou a afirmar, nesta quinta-feira, que sempre disse que o governo compraria toda e qualquer vacina que fosse aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O presidente lembrou que tanto países da Europa quanto da América do Sul estão encontrando dificuldades para ter acesso aos imunizantes e garantiu que ‘toda a população’ brasileira será vacinada em um curto espaço de tempo. “Eu sempre disse, depois que passar pela Anvisa, a gente compra  vacina seja ela qual for. Nós assinamos convênios, fizemos contrato de compromisso desde setembro do ano passado com vários laboratórios e as vacinas chegaram e vão chegar para vacinar a população em um curto espaço de tempo.”

As declarações do presidente ocorreram durante a cerimônia de inauguração de uma ponte sobre o rio São Francisco que liga os estados de Alagoas e Sergipe pela BR-101. Na ocasião, ao lado do ex-presidente da república e senador Fernando Collor, Bolsonaro disse que o político sabe que tem que ter ‘couro grosso’, e ironizou a questão envolvendo as compras de alimentos do governo federal ao afirmar que “quando falam de leite condensado’ é porque ‘não tem o que falar’ dele.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado