O presidente Jair Bolsonaro reconhece que os preços dos alimentos têm ‘subido além do normal’ no Brasil. Segundo ele, a alta é consequência, principalmente, do que chama de ‘política do fique em casa’. O presidente defende o agricultor, que, nas palavras dele, evitou o desabastecimento do país e tem liberdade para optar por vender o que produz no mercado interno ou por exportar. Sem citar nomes, Bolsonaro disse, nesta segunda-feira, 23, que as críticas devem ser direcionadas a quem de fato tem responsabilidade sobre a inflação. “Todo mundo aponta para mim essa questão dos alimentos. Estamos fazendo o possível para voltar à normalidade.”

Em defesa do agronegócio e do produtor rural, Bolsonaro rebateu as críticas da comunidade internacional à política ambiental brasileira. Disse que apenas 30% do território nacional são voltados para pecuária e agricultura; afirmou que não há plantações na Amazônia e que a postura de países europeus é infundada e tem objetivo comercial; e voltou criticar regras ambientais. “Fogo lá no Pantanal. No passado, a gente podia deixar o boi comer o capim acumulado, agora não pode mais. Então, acumula uma massa vegetal morta muito grande e, quando vem o fogo, incendeia e o negócio é uma barbaridade. É o boi-bombeiro. Quando fala, é galhofa. O pessoal que nunca pisou no capim falando mal do produtor rural”, disse a apoiadores.

O presidente também lembrou, nesta segunda-feira, da mudança promovida pelo governo dele nas políticas indigenista e ambiental do Estado brasileiro. Ele afirmou que os antecessores eram pressionados pela comunidade internacional a ampliar áreas demarcadas, parques e reservas, o que acabava ‘cada vez mais inviabilizando a nossa agricultura’. Agora, no entanto, Bolsonaro garante que a lógica foi completamente invertida, e que é justamente por não ceder à pressão de outros países que a política ambiental do governo tem sido tão criticada.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado