O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta segunda-feira, 25, que decidirá a qual partido irá se filiar até março. Após sua saída do PSL em 2019, o presidente anunciou a proposta de criação de um novo partido, o Aliança pelo Brasil. Ao longo de 2020, o presidente defendeu em diversas ocasiões a criação da legenda, mas, de acordo com a Justiça Eleitoral, até dezembro de 2020, o Aliança só havia validado 10 das 491.967 mil assinaturas necessárias. Com a dificuldade de formalização, em novembro de 2020, Bolsonaro já afirmava possibilidade de recorrer a uma “nova opção” de partido, caso do Aliança não saísse do papel. No fim do ano, em entrevista à Jovem Pan, o vice-presidente do partido, Luís Felipe Belmonte, disse que a tentativa de registro da legenda continuaria mesmo sem a figura de Bolsonaro.

“Eu decido. Ou decola o partido ou vou ter que arranjar outro. Em março, a gente vai estudar se o partido decola ou não. Se não decolar, a gente vai ter que ter um outro partido. Se não, não vamos ter como nos preparar para as eleições de 22”, disse o presidente a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. Bolsonaro afirmou que é muito burocracia para criar um novo partido e que não coordenaria a captação de fichas para o Aliança. “Eu não tenho como coordenar isso daí, eu não tenho tempo para isso. Não é fácil você conseguir 500 mil fichas e certificados”, explicou. “Muita burocracia. Muito trabalho. Certificação de fichas. Depois passa pelo TSE também. Então, o tempo está meio exíguo para a gente”, afirmou. Em seguida, Bolsonaro disse que o partido não vai parar de trabalhar, mas que ele precisava tomar uma decisão. “Não é por mim, porque eu não estou fazendo campanha para 22, tá? Mas o pessoal quer disputar e quer estar em um partido que eu tenha simpatia. Então, essa é a minha intenção”, finalizou o presidente, se esquivando de confirmar uma candidatura reeleição em 2022.