A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) elege nesta segunda-feira, 15, o novo presidente da Casa, que já assume o cargo com desafios. Projetos polêmicos e temas delicados serão decididos nos próximos meses, como o caso de importunação sexual contra o deputado Fernando Cury, flagrado passando a mão no seio da colega Isa Penna. A decisão do Conselho de Ética, que decidiu afastar o parlamentar por quatro meses, ainda precisa ser analisada pelo plenário. Muitos temas dividem a Casa e o novo presidente poderá enfrentar resistências, mesmo o governo tendo uma tradicional base de apoio. Alterações tributárias, envolvendo mudanças na cobrança de impostos, como o caso do ITCMD, também poderão ser debatidas. O deputado Paulo Fiorilo disse que a oposição promete dificultar a tramitação. “Esse é um debate importante porque pressupõe arrecadar mais. O que a oposição vai fazer é discutir justiça social, quem tem mais tem que pagar mais. Quem tem menos não tem que pagar. Esse vai ser um debate importante na Assembleia Legislativa.”

O projeto conhecido como “Bolsa Trabalho” enviado pelo governo para auxiliar desempregados com o valor de R$ 450 por até cinco meses ainda precisa ser votado. O deputado Vinicius Camarinha, líder do PSB e coordenador de projetos da Alesp, disse que irá unir esforços para que a proposta seja aprovada. “Que vai atender 100 mil famílias nese momento mais duro da pandemia. É um reforço importante para economia do nosso Estado de São Paulo. É um projeto que apoio e vou trabalhar para aprovarmos “, disse. Os deputados Carlão Pignatari (PSDB), Major Mecca (PSL), Carlos Giannazi (PSOL) e Sérgio Victor (Novo) estão na disputa pela sucessão do tucano Cauê Macris. Pignatari é considerado favorito para o cargo.

*Com informações da repórter Caterina Achutti