Deputado Arthur Lira (PP) disse que não será submisso ao governo federal caso seja eleito presidente da Câmara. Lira é candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro e entra na última semana da disputa como o mais cotado a vencer. Desde o início da campanha, o deputado Baleia Rossi (MDB), apoiado pela oposição e pelo grupo político de Rodrigo Maia, tem dito que sob o comando do adversário a Câmara ficaria de joelhos para o poder executivo. Em coletiva de imprensa em Brasília, Arthur Lira negou a possibilidade.

Arthur Lira voltou a se esquivar quando questionado sobre os pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Disse que só vai avaliar caso vença a eleição e citou Rodrigo Maia — se, em cinco anos, ele não abriu nenhum é porque não viu motivos. O deputado do PP também disse que é difícil avaliar a gestão de Bolsonaro na pandemia. O deputado ainda confirmou que, na agenda econômica, quer aprovar as reformas administrativa e tributária já no primeiro semestre — além da PEC emergencial que tramita antes no Senado.

Na visão de Lira, a reforma administrativa é uma sinalização maior de ajuste nas contas públicas. Enquanto a tributária dará mais trabalho para ser aprovada. O deputado disse que, caos eleito, vai negociar com o presidente eleito do Senado a reinstalação da comissão mista de orçamento. Seria proposta uma espécie de força tarefa no Congresso para aprovar o orçamento da União de 2021. De acordo com a Constituição, deveria ter sido aprovado até o fim do ano passado — mas não houve acordo entre os partidos.

*Com informações do repórter Levy Guimarães