O senador Marcos Rogério, um dos governistas membros da CPI da Covid-19, defende que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello responda a todas as perguntas que forem feitas a ele durante o depoimento que prestará ao colegiado na próxima quarta-feira. Na última quinta, a Advocacia-geral da União (AGU) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-ministro tenha o direito de permanecer em silêncio. A medida faz parte de uma estratégia do Palácio do Planalto que entende que, ao blindar Pazuello, também está protegendo o presidente Jair Bolsonaro.

Mas, na avaliação dos próprios governistas membros da CPI, como o senador Marcos Rogério, o silêncio pode acabar sendo prejudicial. Já o vice-presidente, general Hamilton Mourão, acredita que diante das circunstâncias que envolvem o depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello, ele tem sim o direito de permanecer em silêncio. O senador Marcos Rogério também comentou, nesta sexta-feira, a informação de que o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, participou de uma reunião entre representantes do governo e da farmacêutica Pfizer realizada no Palácio do Planalto ainda no ano passado.

Marcos Rogério minimiza a questão e diz ver com naturalidade a presença do vereador do Rio de Janeiro em um encontro onde se discutia a compra de vacinas contra a Covid-19. As declarações de Marcos Rogério aconteceram logo após uma reunião de balanço dos trabalhos da CPI, realizada no Palácio do Planalto nesta sexta-feira. Participaram do encontro os ministros da Casa Civil, Luis Eduardo Ramos, e da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, e o senador Luis Carlos Heinze. Enquanto a reunião acontecia em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro entregava obras custeadas pelo governo federal no Mato Grosso do Sul.

*Com informações do repórter Antonio Maldonado