A deputada Isa Penna, que acusa colega de assédio na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), reclama do corporativismo dos colegas. Em dezembro, Fernando Cury (Cidadania) foi flagrado por câmeras do plenário tocando na lateral do seio da parlamentar. Depois do episódio, ela o denunciou ao Conselho de Ética que, nesta quarta-feira, 24, começou a ouvir testemunhas do caso. A deputada rebateu insinuações de que não teria reagido instantaneamente ao “toque”. “Se não houve uma reação é porque o senhores, que estavam lá, não reagiram. Porque só reage quando são constrangido ainda com esse tipo de tema”, disse. A fala de Isa Penna aconteceu após a apresentação de um perito contratado pela defesa de Cury. Na explanação, o profissional alegou que ela não teve reação imediata à atitude do parlamentar.

Integrantes do Conselho de Ética da Alesp se dividiram sobre a iniciativa em favor do acusado. Convidado a se pronunciar, Fernando Cury reafirmou a tese de que “deu um abraço” em Isa Penna, sem qualquer segunda intenção. “Foi um abraço que eu dei na deputada Isa Penna, o abraço foi um gesto que quis fazer de gentileza porque ia interromper uma conversa que ela estava tendo com o presidente Cauê Macris e eu estava indo para conversar com o Cauê e interromper a conversa dela. Foi por isso que fiz esse gesto de lhe dar um abraço”, disse o deputado, que pediu desculpas por qualquer “tipo de constrangimento” que tenha causado. Parlamentares defenderam que o colegiado contrate peritos independentes para analisar a denúncia de assédio.

*Com informações da repórter Camila Yunes