Candidata à presidência do Senado, Simone Tebet (MDB) não tem mais o apoio oficial do próprio partido. Diante do crescimento da candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM), lideranças do MDB começaram a negociar uma adesão ao bloco adversário. Um cargo na Mesa Diretora, como a vice-presidência, estaria nas conversas. Apontado como franco favorito, Rodrigo Pacheco é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em pronunciamento, Simone Tebet lembrou que, há dois anos, abriu mão da própria candidatura em prol do nome de Alcolumbre por um projeto de “independência” do Senado. Mas disse que hoje, isso está ameaçado.

“Hoje a independência do Senado Federal está comprometida. Comprometida pela ingerência porque temos um candidato oficial do governo federal e isso é visível. Em relação a estrutura e apoio, pedidos de ministros, pedindo apoio para o candidato oficial.” Em dezembro, o MDB chegou a anunciar que votaria unido na eleição do Senado, ao contrário do que tinha acontecido em 2019 quando o partido chegou a lançar o nome de Renan Calheiros. Simone Tebet disse entender a mudança de posição dos colegas, mas teceu mais críticas às negociações do bloco adversário.

“Eu me lancei candidata sem nenhum condicionante. Veio o jogo como eu disse, de quererem transformar o Senado da República em um apêndice do Executivo. Dentro disso vocês podem interpretar da forma como bem entenderem.” Rodrigo Pacheco conta com o apoio formal de dez partidos: PSD, PP, PT, PDT, PROS, PL, Republicanos, Rede e PSC, além do próprio DEM. Reunindo grande parte dos governistas e da esquerda, o senador tem a expectativa de vencer já no primeiro turno. Enquanto isso, Simone Tebet segue apoiada por Podemos e Cidadania.

*Com informações do repórter Levy Guimarães