O coronavírus continua fora de controle na Europa e as estatísticas diárias são cada vez mais sombrias. O Reino Unido registrou na quarta-feira 1.820 mortes causadas pela doença, na pior marca desde o início da pandemia. Na verdade, o número de pessoas que perdem a vida para o Covid-19 está sendo superado quase que diariamente. O total diário de casos novos tem caído nas últimas semanas — mas o patamar ainda é bastante alto. Na quarta, 20, foram quase 39 mil. O governo conservador reconhece que a situação ainda vai piorar nas próximas semanas. 

Um estudo do Imperial College London divulgado nesta quinta-feira, 21, aponta que a taxa de contágio na Inglaterra parou de cair. Em Londres ela estaria agora em um platô — mesmo com as regras mais duras de quarentena e distanciamento socialA variante britânica do coronavírus, que é mais transmissível, está presente em todas as regiões do país. E os hospitais da rede pública de saúde continuam operando em um nível de atendimento sem precedentes. No resto da Europa a situação não é mais animadora. A Alemanha estendeu o lockdown no país até o dia 14 de fevereiro justamente para evitar uma situação como a vivida pelos britânicos. 

Os alemães também passaram a obrigar o uso de máscaras cirúrgicas no transporte público, comércio e no local de trabalho. As máscaras de tecido, na maioria com produção caseira, também se espalharam na Europa como aconteceu no Brasil. Mas as autoridades do continente afirmam que elas não oferecem proteção suficiente para as novas variantes do coronavírus. A regra, que já era válida na Áustria, agora deve ser adotada na França. As autoridades britânicas também já recomendam o uso das máscaras cirúrgicas. Enquanto isso, a Holanda se prepara para adotar um toque de recolher pela primeira vez em sua história desde a Segunda Guerra Mundial

Os holandeses serão obrigados a ficar em casa das 20h30 até às 4h30. A regra deve ser implementada neste final de semana e será válida até 9 de fevereiro, pelo menos. E, para finalizar, a Pfizer continua atrasando a entrega das doses de vacina para o continente europeu. A situação é tão preocupante que a Itália ameaça tomar medidas legais contra o laboratório americano. A empresa diz estar fazendo ajustes na sua linha de produção e que o fornecimento será normalizado no final de fevereiro. Mas se até países ricos estão enfrentando dificuldades para imunizar a população, imaginem o que vão passar os lugares menos organizados.