Já está em vigor em todo o Estado de São Paulo a Fase Vermelha do plano de combate ao coronavírus. Nesta etapa, das 6h às 20h serão adotadas medidas sanitárias da Fase Laranja, quando todos os setores de comércio e serviços estão em funcionamento. Após este horário, no entanto, entra em vigor a Fase Vermelha, quando apenas serviços essenciais têm permissão para funcionar, como farmácias, supermercados, padarias e postos de combustíveis. Bares e restaurantes devem fechar as portas a partir das 20h nos dias úteis e, aos finais de semana e feriados, as restrições serão durante o dia todo.

No geral, a regressão para a Fase Vermelha tem desagradado os empresários. Por meio de nota, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes se manifestou e disse que “as novas restrições podem gerar cerca de 20 mil desempregados no setor“. Luiza Saliba é dona de um restaurante que fica na região central da capital. Para ela, a saúde é prioridade e garante que todos os protocolos estão sendo seguidos corretamente, mas acredita que os focos de contaminação não são os bares e restaurantes e sim as festas clandestinas. “O que eu vejo no centro da cidade é o oposto do que os bares e restaurantes estão fazendo. Todo o nosso grupo está focado em respeitar o que o país está vivendo”, disse.

O empresário Gabriel Fullen, que emprega mais de 180 funcionários no setor, pensa da mesma forma e acredita que é necessário um auxílio do estado. “Já que a gente não pode trabalhar e ter a nossa entrada de dinheiro para pagar as contas, pagar os funcionários, a gente espera que o Estado também se manifeste, não tenha aumento de IPTU, ICMS, a gente gostaria de uma compreensão do Estado”, afirmou o empresário. Para o deputado, infectologista e ex-ministro da saúde Alexandre Padilha, o Brasil vive uma alta de casos que é consequência das festas de fim de ano e que não pode ser tratada com negligência. Padilha ressalta a necessidade de ter menos pessoas em circulação, mas frisa a importância de medidas que possam ajudar os empresários de bares e restaurantes. “Retorno ao apoio aos comerciantes, aos proprietários de bares e restaurantes é fundamental que aquelas iniciativas da medida provisória que o Congresso Nacional aprovou no ano passado sejam reeditadas neste ano para que não exista uma quebradeira geral”, disse. Segundo o governo do Estado de São Paulo, as restrições valem, pelo menos, até o dia 8 de fevereiro.

*Com informações da repórter Camila Yunes