O governo do estado de São Paulo estuda adiar a aplicação da segunda dose das vacinas contra a Covid-19 para aumentar a quantidade de paulistanos vacinados. Para aumentar a quantidade de imunizados, a Secretaria de Saúde deve aumentar o intervalo previsto entre as doses de cada imunizante. “O centro de contingência discutiu recentemente a possibilidade técnica de adiar a segunda dose”, afirmou o o coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes. O imunizante da empresa AstraZeneca e da Universidade de Oxford permite um intervalo de até quatro meses. A vacina começará a ser aplicada em São Paulo nesta quarta-feira, 27. O imunizante desenvolvido pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan prevê um intervalo de até 28 dias entre as doses. Novos estudos do Butantan, porém, apontam que uma diferença de 21 a 28 dias entre cada dose pode amplificar a eficácia da vacina.

“Dos cerca de 13 mil voluntários que participaram do estudo no Brasil, 1.400 receberam suas doses com um intervalo de três semanas. A resposta imune desse grupo foi cerca de 20% melhor do que a observada nos demais participantes da pesquisa”, diz nota do Instituto Butantan. Segundo o coordenador do Centro de Contingência explicou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 25, o governo estuda um intervalo maior do que 28 dias. “Do ponto de vista científico-biológico, é possível pensar que a segunda dose em uma data posterior aos 28 dias seja até mais eficaz. A principal razão pelo estudo ter utilizado um intervalo de 14 dias era para que os resultados pudessem sair mais rapidamente”, afirmou Menezes. De acordo com ele, o Centro de Contingência é favorável à extensão do intervalo de tempo entre as doses.