As escolas de cidades paulistas que estiveram na fase amarela do Plano São Paulo poderão ter o retorno de até 70% dos alunos presencialmente. A medida já vale a partir desta segunda-feira, 8, nas escolas das redes particular e municipal. Já as estaduais deverão receber apenas 35% dos alunos em fevereiro, sob a alegação de necessidade de adaptação gradual. Em todos os casos, não haverá obrigatoriedade de presença dos estudantes. Os municípios poderão adotar medidas mais restritivas e definir um percentual menor de alunos liberados. Nesse caso, será necessária a publicação de decretos informando a decisão.

A partir desta segunda, a cidade de São Paulo irá para a fase amarela. Entretanto, não está definido o percentual que será permitido nas escolas da capital. Inicialmente, um decreto do dia 27 de janeiro estabeleceu a capacidade máxima em 35% e que esse percentual será alterado “sempre que for determinado pela Secretaria Municipal da Saúde”. Não houve nenhuma readaptação até a última sexta, 5. As escolas particulares reabriram na última segunda, 1, na capital paulista. Em alguns locais, cerca de 80% dos estudantes desejavam voltar às aulas presenciais.

Greve na Rede Estadual

Na última sexta-feira, 5, os professores da rede estadual de São Paulo decidiram entrar em greve contra a retomada das aulas presenciais. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), 81,8% dos docentes foram favoráveis à manutenção do ensino remoto. Em seu site oficial, o Apeoesp afirmou que “vai realizar, durante a próxima semana, uma série de atos e manifestação” contra o retorno das aulas.  Durante entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, o secretário de Educação do governo de São Paulo, Rossieli Soares, disse que as escolas estão preparadas para receber os alunos. Além disso, ele afirmou que não houve nenhum caso de transmissão registrado desde o início das atividades extracurriculares nas unidades de ensino.

*Com informações do Estadão Conteúdo