Assim como o Brasil, São Paulo é marcada pela mistura de diferentes povos. Pessoas de mais de 70 países ajudaram a construir a identidade da capital paulista ao longo dos seus quase 467 anos. E isso se reflete na gastronomia paulistana, que conta com 20 mil restaurantes e mais de 30 mil bares. Não dá para falar de imigração em São Paulo sem mencionar a Liberdade, na região central, onde fica a maior comunidade japonesa fora do Japão.

O Rodney Ishigaki, gerente de um tradicional restaurante japonês, conta que a especialidade do local é o lámen: uma sopa feita com um tipo de macarrão chinês, caldo à base de ossos de porco, peixe ou frango e alguns outros complementos. A pandemia foi um momento de adaptação para o local, que ainda não tinha a opção de delivery. O principal desafio foi fazer com que o prato, geralmente servido bem quente, chegasse à casa dos clientes com a mesma qualidade que ela tinha no restaurante.

“Fizemos vários testes com embalagens de vários materiais e, por final, fizemos o teste com a mante 100% reciclável e que deu os melhores resultados para nós.” Da mesma forma que o restaurante do Rodney, diversas outras casas passaram a investir no delivery. Foi assim que a pandemia da Covid-19 mudou a cara do tráfego paulistano — principalmente durante a fase mais rígida da quarentena.
Conhecida por ter o pior trânsito do mundo, São Paulo de repente ficou vazia e as buzinas que antes atordoavam os paulistanos, se calaram.

Nas ruas, só se viam os motoboys com suas bolsas das mais variadas empresas. O Rener dos Anjos Pinto foi um dos entregadores que viu a renda aumentar, na contramão da crise vivida por tantos brasileiros. “Antes da pandemia a média de entrega por turno era uns sete, dez. Com a pandemia foi para uns 15. Umas 30 entregas por dia.” Além de ser um patrimônio histórico e cultural, a gastronomia é um pilar do desenvolvimento econômico e social para a cidade de São Paulo. Cerca de 6% da população do município trabalha com serviços de alimentação.

*Com informações da repórter Nicole Fusco