A Prefeitura do Rio de Janeiro montou uma grande operação, em parceria com o governo estadual, para tentar evitar aglomerações e concentração de pessoas durante o Carnaval. No entanto, caso as regras e os limites não sejam respeitados, existe até a possibilidade de se impor uma restrição nos transportes públicos da cidade. As fiscalizações já começaram previamente por meio de um monitoramento nas redes sociais de festas e blocos clandestinos. Ao todo, mil homens da prefeitura vão às ruas para caçar os eventos proibidos. Blocos e escolas de samba não podem, sequer, concentrar, quanto mais desfilar neste Carnaval de pandemia. As festas sem autorização também estão proibidas na cidade. Para ajudar nessa fiscalização, a prefeitura vai contar com mais de 800 câmeras do centro de monitoramento durante a festa, que será sem folia neste ano. A Polícia Militar também montou barreiras de monitoramento em oitos pontos de acesso à cidade para evitar a chegada de ônibus e vans fretados. Serão 14 mil homens da PM atuando nas ações.

Se o desrespeito às regras fugir do controle, a circulação de transportes na capital carioca pode ser restringida, o que já aconteceu na virada do ano. O secretário de Ordem Pública do município, Brenno Carnevale, disse que as ações agentes para possíveis aglomerações será socioeducativa e não está nos planos as possibilidades de condução dos infratores para delegacias. “O nosso trabalho é sempre identificar o organizador, aquele que está patrocinando o evento. As pessoas podem ser infracionadas, por exemplo, pelo não uso de máscara, por uma infração sanitária, existem responsabilizações que podem ser atribuídas para essas pessoas’, explicou. Para tentar evitar as aglomerações, a Prefeitura do Rio de Janeiro já cancelou o ponto facultativo da segunda-feira e somente o governo do estado manteve o feriado da próxima terça-feira, 16.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga