Mais conhecida como Praça do Pôr do Sol, a Praça Coronel Custódio Fernandes Pinheiro, na Zona Oeste de São Paulo, será cercada com alambrados. No início da pandemia, o local chegou a receber tapumes para evitar aglomerações. A praça costuma receber 10 mil pessoas durante o final de semana e é muito procurada por grupos de  adolescentes e jovens adultos. Agora, o local está recebendo chapas de metal, etapa que faz parte da obra de instalação das grades. A Praça do Pôr do Sol tem 28 mil metros quadrados, e todo o entorno deve receber a grade definitiva. A obra, no valor de pouco mais de R$ 650 mil será custeada pela prefeitura.

O gradeamento é uma demanda antiga dos moradores da região e foi atendida após diálogo com a Associação Amigos do Alto de Pinheiros e Associação de Moradores de City Boaçava. As organizações reclamam principalmente do uso noturno, período em que ocorre venda de bebida alcoólica, inclusive, para menores de idade. De acordo com a Diretora da SAAP, Silvia Zanotti Magalhães, o objetivo é promover o uso compatível com um bairro residencial. “Não tem sentido uma praça, que é uma praça de contemplação do pôr do sol, ficar aberta de madrugada, ainda mais quando ela causa transtorno. O que tá acontecendo na Praça do Pôr do Sol é que está tendo ocupação desorganizada. A gente já até teve eventos de fim de ano na praça, e aí a praça foi tomada de gente e as ruas foram tomadas de gente.”

As obras começaram em 11 de dezembro do ano passado e têm prazo de 60 dias para a conclusão. Segundo a Secretaria Municipal das Subprefeituras, o fechamento, a abertura e a capacidade do local estão em fases de estudo. Após o término das obras, o funcionamento estará condicionado às regras do Plano São Paulo. A prefeitura afirma que o alambrado vai ajudar na conservação do local no pós-pandemia.

*Com informações da repórter Nanny Cox