A Polícia Federal (PF) investiga o maior vazamento de dados do país, que incluiu a divulgação de informações de 223 milhões de brasileiros, incluindo pessoas mortas. A abertura do inquérito atende à solicitação da Autoridade de Proteção de Dados, órgão da administração pública federal responsável por implementar e fiscalizar a Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil.

Na semana passada, o megavazamento veio à tona com a exposição de informações pessoais na internet. Com isso, o inquérito pretende apurar os casos recentes, a exposição de dados do presidente Jair Bolsonaro e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que tiveram informações pessoais vendidas na internet. Sem sigilo, os dados divulgados podem levar a crimes cibernéticos, extorsões, roubos e estelionatos.

Embora a Lei Geral de Proteção de Dados esteja em vigor desde o ano passado, a agência ainda não está funcionando e, por decisão do Congresso Nacional, não pode aplicar multas antes de agosto de 2021. Especialistas destacam a atenção com todas as informações utilizadas na internet e que os usuários devem sempre desconfiar de contatos desconhecidos e propostas suspeitas.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos