Pela primeira, a taxa de transmissão (Rt) rompeu o teto em todas as subregiões do estado de São Paulo. O índice acima de 1 indica que cada portador do Sars-CoV-2 poderá contaminar mais de uma pessoa. Para que transmissão do coronavírus seja controlada, é necessário que a taxa Rt esteja abaixo de 1. A média do índice no estado é de 1,44 e indica um “provável aumento no número de infectados”. Nesta segunda-feira, 18, segundo o projeto Info Tracker, todos os 21 departamentos do estado estão com alto indicativo de disseminação do vírus. A ferramenta, que é desenvolvida por pesquisadores da Unesp e da USP, monitora a pandemia em São Paulo desde setembro de 2020. Após a aprovação do uso emergencial da CoronaVac pela Anvisa, no domingo, 17, o governo de São Paulo iniciou a vacinação contra a Covid-19 no estado. Atualmente, São Paulo tem 1.625.339 casos e 49.495 óbitos por Covid-19, de acordo com levamento do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

A subregião mais afetada pelo vírus é a Grande SP Norte, com uma taxa de Rt de 2,66. Em seguida, Franca, com 2,52, e Grande SP Sudoeste, com 2,29. Outros três departamentos também registram taxa de contágio superior a 2: Grande SP Oeste (2,16), Grande SP Leste (2,15) e Barretos (2,05). Bauru está no limiar, com um Rt de 1,99. A capital está com o índice de 1,57. Presidente Prudente tem a menor taxa: 1. Além das altas taxas de contágio, o estado mostra uma demora de cerca de 15 dias para resolver os casos. Na Grande SP Norte, o tempo de resolução de um caso é de, em média, 22 dias. Taubaté, Presidente Prudente, São João da Boa Vista e Marília levam 20 dias. O levamento mostra que a taxa de Rt do país tem subido desde 9 de janeiro. O aumento no número de casos é uma consequência das aglomerações causadas pelas festas de fim de ao. Nesta segunda, a taxa de contágio no Brasil é de 1,28.