Pacientes denunciam aglomerações e demora no atendimento em Hospital Municipal da Zona Leste de São Paulo. Em meio ao avanço de casos, mortes e internações pela Covid-19, que levaram ao aumento das restrições em todo o estado, imagens enviadas para à Jovem Pan mostram diversas pessoas sem distanciamento. O autor dos relatos disse que a situação se prolongou por horas. O paciente, que não quis ser identificado, foi ao Hospital Planalto, em Itaquera, após um ataque de asma. Ele ficou esperando atendimento por 1 hora e 30 minutos, em meio a aglomerações e sob uma tenda no sol quente. “Um sol quente que agravava mais a minha falta de ar e não tive nenhuma emergência. Fiquei quase duas horas para ser atendido para falar que não era ali eu não ia ser atendido. Eu me deparei muitas coisas incorretas, principalmente gestantes, uma ao lado da outra.”

Na sessão de obstetrícia, grávidas chegaram a esperar por mais de seis horas pelo atendimento. Testemunhas relataram que uma mulher chegou a dar socos em uma porta pedindo para ser recebida por médicos. Lucas Carvalho, acompanhante de uma gestante que deu entrada no Hospital Planalto com dores, relatou a desconformidade do ambiente com os protocolos sanitários. “Tá muito fechado e não dá, sentindo dor, não dá. Tá muita demora, muita aglomeração, o povo tudo morrendo lá dentro”, disse.

O problema da profissional do lar, Josélia Martins, começou antes: depois que o filho cortou a testa, a mãe buscou atendimento na Assistência Médica Ambulatorial da região. No local, ela foi informada que não tinham material para fazer o curativo. Josélia seguiu para o Hospital Planalto e esperou mais de uma hora para que o filho fosse atendido. “Achei ruim a demora pelo caso dele, como falei para duas pessoas, como foi um buraco, se não tinha que ser rápido para costurar. A fila do centro cirúrgico não estava tão grande, mas da pediatria em si o corredor está lotado”, relatou. Procurada pela Jovem Pan, a secretaria municipal de Saúde informou que o hospital realizou 240 atendimentos dentro do tempo nesta sexta-feira, além de 72 atendimentos obstétricos. A nota também informa que houve apenas a falta de um médico na unidade, que foi reposto após 13h.

*Com informações da repórter Nanny Cox