O Ministério Público Federal (MPF) anunciou nesta quinta-feira, 21, que requisitou ao município de Manaus informações para apurar uma possível fraude na destinação do primeiro lote da Coronavac enviado para a vacinação no Amazonas. Nesta quarta-feira, 20, as filhas de uma família de elite da cidade receberam o imunizante pouco após suas efetivações serem publicadas no Diário Oficial. Segundo o MP, a prefeitura de Manaus precisará informar, de forma imediata e urgente os nomes dos profissionais de saúde já vacinados, a escala de trabalho desses profissionais na UBS Nilton Lins em janeiro e a lista de atendimentos realizados por cada um deles na unidade entre os dias 18 e 19 do mesmo mês.

O MP também requisitou, em 12 horas, o envio da lista do sistema e-SUS de todos os pacientes atendidos na UBS Nilton Lins no mesmo período, com a indicação dos médicos que realizaram o atendimento e as cópias dos prontuários médicos dos mesmos dias em que apareça o nome do paciente e do responsável. As médicas Gabrielle Kirk Maddy Lins e Isabelle Kirk Maddy Lins, que publicaram fotos e vídeos da vacinação, também foram notificadas e serão ouvidas pelo órgão como investigadas.

Relatos públicos de vacinação estão liberados

O Ministério Público também determinou que o prefeito de Manaus, David Almeida, não reprima os servidores públicos que postarem fotos ou vídeos sendo vacinados. Na última terça-feira, 19, o político realizou uma live em sua página do Facebook anunciando uma portaria que proibia a divulgação em redes sociais do momento da vacinação dentro das unidades de saúde. Ele precisará fazer um novo vídeo, dentro de 25 horas, informando da permissão aos servidores de divulgarem sua própria imunização, desde que as postagens não contenham cunho ofensivo ou criminoso ou que viole a intimidade de outras pessoas.