O Brasil tem até agora pelo menos 4,5 milhões de vacinados contra o coronavírus. São profissionais da saúde, idosos e indígenas que receberam as doses da CoronaVac e da Oxford-Astrazeneca. Mas só uma pequena parcela desse grupo pode dizer que está realmente imunizada. O motivo é que o organismo começa a produzir os anticorpos contra a Covid-19 apenas quinze dias após a segunda injeção, como explica o infectologista Renato Kfouri. “Aquela proteção prometida nos estudos de eficácia vacinal só vai ser obtida 15 dias após a segunda dose”, disse. Independentemente de estar, ou não, imunizado contra o coronavírus, a verdade é que não será possível abandonar as máscaras tão cedo, já que depois de receber as suas doses a pessoa tem menos chances de ficar doente com a Covid-19, mas ela ainda pode ser uma transmissora da doença.

“A vacina não evita que entre em contato com o vírus, que ele adquira o vírus e transmita o vírus. Vai evitar que ele adoeça e adoeça com gravidade”, disse o infectologista. Embora a ciência tenha muitas informações sobre a Covid-19, algumas perguntas continuam sem resposta. Não se sabe, por exemplo, por quanto tempo uma pessoa vacinada está imune à doença e nem com qual frequência as vacinas precisarão ser aplicadas, já que diversas mutações do coronavírus estão sendo descobertas.

*Com informações da repórter Nicole Fusco