Na tarde desta quinta-feira, 21, o Ministério da Saúde confirmou a informação de que a Índia liberou a exportação comercial de 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca e fabricado pelo Instituto Serum. A notícia foi bem recebida pelos governadores dos Estados que comemoraram em suas redes sociais. João Azevêdo (Cidadania), governador da Paraíba, celebrou a liberação e defendeu que a liberação ‘é mais um passo importante para garantir a continuidade do Plano Nacional de Imunização’. “Mais uma ótima notícia: a Índia autorizou a exportação da vacina contra a Covid-19 para o Brasil. Esse é mais um passo importante para garantir a continuidade do Plano Nacional de Imunização. Uma carga deverá chegar ao Brasil já no próximo sábado, assegurando doses para as próximas fases da vacinação”, escreveu.

Quem também comentou sobre a liberação foi o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que reforçou a necessidade dos insumos vindos da China para a produção da CoronaVac. O Instituto Butantan informou nesta quarta-feira, 20, que seu estoque está quase esgotado. “Feliz com a notícia do envio das vacinas de Oxford, da Índia para o Brasil. Precisamos de mais vacinas para imunizar os brasileiros. Aguardamos também a liberação de insumos da China para a fabricação das vacinas do Butantan e da Fiocruz. Todos na luta pela vida”, tuitou. A embaixada da China se pronunciou nesta quinta-feira e garantiu esforço máximo para trazer os insumos.

Waldez Góes, governador do Amapá, fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a falta de insumos. “O governo federal precisa buscar imediatamente uma solução para as questões referentes ao fornecimento de insumos para produção de vacinas. Do contrário, o Brasil pode pagar um preço muito alto”, disse. Segundo ele, os governadores assinaram um ofício endereçado ao presidente pedindo a manutenção do fornecimento externo de insumos necessários para a produção das vacinas contra a Covid-19 no país. “Se faz necessário que juntemos esforços de várias frentes ao redor do mundo, como Índia e China, para garantir que a população seja imunizada o mais rápido possível, visto que a pandemia continua e só com a vacina para todos é que retornaremos à normalidade econômica e social”, completou.