Mais de 300 pessoas entre proprietários e funcionários de bares e restaurantes fizeram uma manifestação nesta quarta-feira, 27, em São Paulo. Eles caminharam pela Avenida Paulista e seguiram até o Museu de Arte de São Paulo (MASP) batendo panelas contra a Fase Vermelha do Plano São Paulo, que está em vigor em todo o estado durante os finais de semana e a partir das 20h nos dias úteis. Para o diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes, Fernando Blower, o Estado está perdendo muito dinheiro. “O Estado de São Paulo foi o que mais demitiu pessoas em no Brasil e é aquele que mais está tendo dificuldade de voltar a operar. A gente precisa de melhores condições tributárias e, sobretudo, a gente precisa garantir que as pessoas frequentem ambientes seguros.”

Liilian Varella, proprietária de um bar há 35 anos, conta que está desesperada pela atual situação. “O governo precisa nos ajudar e uma forma de ajuda é abrir com responsabilidade. Por que não peita empresa aérea, por que não peita pancadão? Por que só peita bar e restaurante que tem CPNJ e paga as contas?”, questionou. Por causa do descumprimento da regra de isolamento, a prefeitura interditou quase 1.500 estabelecimentos comerciais desde março de 2020. Ao todo, 71% dos locais interditados são bares, restaurantes, lanchonetes, discotecas e cafeterias, o que representa uma interdição a cada cinco horas.

Em nota, o governo de São Paulo informou que mantém canal aberto com todos os setores da economia e que liberou R$ 720 milhões em créditos subsidiados por instituições. O comunicado diz também que o Plano São Paulo é pautado por dados técnicos e científicos de monitoramento da evolução da pandemia e da capacidade hospitalar.

*Com informações da repórter Mônica Simões