A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu neste sábado, 6, o primeiro lote de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), a matéria-prima necessária para produzir a vacina contra a Covid-19. Cerca de 90 litros chegaram por volta das 18h no Rio de Janeiro em um avião que partiu da China. O volume, que ficará armazenado a -55ºC, será suficiente para a fabricação de 2,8 milhões de doses do imunizante. Distribuída e, a partir de agora, produzida no Brasil pela fundação em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, a vacina de Oxford é, junto com a CoronaVac, a única liberada em território nacional.

A previsão é a de que a Fiocruz receba mais dois carregamentos de IFA neste mês e consiga entregar 15 milhões de doses da vacina em março. A instituição espera produzir 100,4 milhões doses até julho de 2021. “Iniciar a produção da vacina, receber esse ingrediente fundamental, é um momento de grande expectativa. E estamos certos de que vamos produzir essa vacina, uma vacina eficaz e segura para o Programa Nacional de Imunização”, disse Nisia Trindade, presidente da Fundação Oswaldo Cruz.

Há quatro etapas para que a vacina de Oxford fique pronta. Na primeira, o IFA é descongelado e diluído para receber estabilizadores responsáveis por preservar a integridade do princípio ativo. Depois, o líquido da vacina é inserido de forma automatizada nos frascos. Na fase de inspeção, os frascos são vistoriados um a um. Um equipamento de segurança procuram problemas como rachaduras e defeitos nos vidros. Finalmente, as doses recebem rótulos com identificação, número de lote, data de fabricação, validade e demais informações técnicas. A Fiocruz afirma que, a partir de agosto de 2021, começará a entregar imunizantes sem a necessidade de importação do IFA.