A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pediu nesta sexta-feira, 29, o registro definitivo da vacina de Oxford, desenvolvida com tecnologia da farmacêutica AstraZeneca, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. No momento em que o sinal verde do registro definitivo for dado pela Anvisa, a vacina poderá ser comercializada, distribuída e utilizada por toda a população. Segundo o calendário do órgão, o prazo máximo para análise e decisão é de 60 dias. Apesar disso, a agência reguladora afirmou, em nota, que há possibilidade do prazo ser cumprido antes. “A todo momento, a Agência vem buscando a superação dos prazos para favorecer o acesso e apoiar as ações para o enfrentamento dessa emergência da saúde pública”, diz trecho do documento emitido pelo órgão. Hoje, a vacina de Oxford tem autorização para ser administrada no Brasil de forma emergencial, assim como a da Sinovac, desenvolvida no país pelo Instituto Butantan.

“O uso emergencial foi concedido especificamente para os 2 milhões de doses que foram adquiridos e importados do Instituto Serum, na Índia, em caráter emergencial e temporário. Agora, com a entrega desse último pacote de informações, visamos a autorização definitiva para a produção e fornecimento da vacina”, afirmou a vice-diretora de Qualidade de do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber, em nota divulgada pela Fiocruz. Segundo ela, ao longo dos últimos meses uma série de pacotes de informações de estudos pré-clínicos e clínicos com dados de segurança e eficácia da vacina foram submetidos à Anvisa.